Publicado originalmente em 26 de junho de 2024
Inscreva-se para participar da manifestação de 24 de julho em wsws.org/july24.
Em 24 de julho, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discursará em uma sessão conjunta do Congresso dos EUA a convite dos líderes dos partidos Democrata e Republicano. Eles concederam essa honra ao Hitler israelense em meio a uma guerra genocida que até agora resultou no assassinato deliberado de mais de 40.000 palestinos residentes em Gaza, dos quais mais de 60% são mulheres e crianças.
Netanyahu está sendo recebido pelo Congresso não apenas apesar de seus crimes, mas por causa deles. Apesar de toda a sua arrogância fascista, o primeiro-ministro israelense é, em última análise, um agente político do imperialismo americano. Seu discurso terá o caráter de um balanço da situação, no qual Netanyahu explicará ao Congresso como a guerra genocida travada por seu governo está promovendo os interesses geopolíticos, financeiros e corporativos capitalistas da classe dominante americana no Oriente Médio e em todo o mundo.
No mesmo dia em que Netanyahu discursará no Congresso, milhares de opositores à guerra genocida - trabalhadores de todos os setores da economia e jovens estudantes - farão uma manifestação em Washington para expressar sua indignação com a presença de Netanyahu no Capitólio.
O Partido Socialista pela Igualdade, a Juventude e Estudantes Internacionais pela Igualdade Social (JEIIS) e a Aliança Operária Internacional de Comitês de Base (AOI-CB) convocam e conclamam a mais ampla participação na manifestação em Washington D.C. no dia 24 de julho.
Estamos convocando essa manifestação não para implorar ao Congresso que mude suas políticas. Quase nove meses de guerra demonstraram que os agentes corporativos em Washington são indiferentes a apelos à razão, muito menos à moralidade. O convite a Netanyahu deve pôr fim a todas as ilusões de mudança nas políticas dos agentes bipartidários do imperialismo americano. É necessária uma nova orientação e estratégia política.
Portanto, o objetivo da manifestação de 24 de julho é colocar em movimento um novo e poderoso movimento de massas da classe trabalhadora contra o genocídio em Gaza e a escalada global do militarismo imperialista da classe dominante dos EUA e de seus colaboradores da OTAN.
O genocídio em Gaza não é uma atrocidade isolada. O ataque brutal contra o povo palestino é apenas uma frente em uma guerra global instigada pelo imperialismo americano que ameaça se transformar em um cataclismo nuclear.
Não pode haver separação entre as guerras imperialistas “boas” e as guerras imperialistas “más”. Os mesmos governos que estão fornecendo bombas e projéteis de artilharia a Israel para assassinar os palestinos estão intensificando a guerra por procuração em aliança com o regime fascista da Ucrânia contra a Rússia. O governo Biden, ultrapassando todas as suas “linhas vermelhas” anteriores, está agora sancionando ataques ao território russo e declarando que os formuladores de políticas dos EUA não serão dissuadidos pela ameaça de uma guerra nuclear.
E, ao mesmo tempo, o governo Biden está intensificando incansavelmente o confronto com a China.
O genocídio em Gaza e a escalada dos conflitos contra a Rússia e a China fazem parte de uma ofensiva imperialista global, liderada pela classe dominante americana. O reconhecimento desse fato essencial é a condição indispensável para o desenvolvimento de um poderoso movimento de massas contra a guerra, o genocídio e o fascismo.
Na manifestação do dia 24 de julho, o Partido Socialista pela Igualdade, a Juventude e Estudantes Internacionais pela Igualdade Social e a Aliança Operária Internacional de Comitês de Base irão defender a construção de um movimento de massas contra o genocídio e a guerra mundial com base nos seguintes princípios estratégicos:
Primeiro, a luta contra a guerra exige uma ruptura incondicional e irreversível com os dois partidos corporativos, Democrata e Republicano, e o estabelecimento da independência política da classe trabalhadora.
Segundo, o movimento contra o genocídio e contra a guerra deve ser internacional, unindo os trabalhadores de todos os países e de todos os continentes com base em seus interesses de classe comuns.
Terceiro, a luta contra a guerra deve ser anticapitalista e socialista, pois não pode haver uma luta séria contra a guerra a não ser lutando para acabar com a ditadura do capital financeiro e com o sistema econômico que é a causa fundamental da guerra.
Participe da manifestação em Washington D.C. em 24 de julho. Fale com seus colegas de trabalho e amigos e forme delegações em seus locais de trabalho, escolas e bairros.
Distribua esta declaração nas redes sociais e por e-mail da forma mais ampla possível.
Parar o Genocídio!
Declarar Guerra à Guerra!
Inscreva-se para participar da manifestação de 24 de julho em wsws.org/July24.
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